Por onde andares, Antigas intimidades de amor e cólera, Te seguirão incessantemente, Como um rio que flui, A inquietar o silêncio da noite. Que a solidão, Tortura implacável, Como lâmina que fere impiedosa e cruel, Não afugente o dever de sonhar, Repetidas vezes, Sem medo do sofrer. Haverá no caminho, A peçonha da inveja, Vagalhões de infâmia, Oceanos de calúnias. Existirá tantos sentimentos, Que surgirão repentinamente, Aparentemente do nada. Viver… sem amarguras é fenômeno do tempo, O real e a fantasia se separam ao final. Não chores, Sempre nascerá um novo dia.

Paulo Sales Advogado e poeta