Ontem a matéria que fiz sobre o ex-prefeito Joaquim Neto ser ou não candidato a deputado estadual teve muita repercussão na mídia, principalmente depois que Gilvan Vieira no seu programa “A Hora da Verdade” leu o texto que fiz.

Como falei ontem a regra mudou e não existe mais a coligação proporcional. isto é, aquela que um ou mais partidos pequeno, sem expressão como PCdoB, PSOL, PCB, REPUBLICANOS, etc. se uniam a uma grade legenda e assim formavam uma só chapa para governador, vice, senador e deputados federais e estaduais.

Os mais votados na eleição proporcional dessa coligação seriam eleitos federais ou estaduais. Esses pequenos partidos em geral têm um líder forte, já com mandato e se uniam a um partido forte como o MDB de Jarbas e Raul por exemplo e traziam centenas de candidatos sem nenhuma chance de vitória, apenas para que os votos desses fizessem com a coligação atingisse o coeficiente eleitoral e dessa forma o candidato mais forte, com mais recursos, com mais apoio seria eleito ou reeleito e os mais fracos serviriam apenas para fazer cauda na eleição.

Por falar em coeficiente nessa eleição de 2022 para deputado estadual deve ficar em torno de 90 mil votos; já para deputado federal vai girar perto de 150.000 votos. Por ai a gente percebe que só um outro candidato alcança esse patamar. Por isso que a coligação entre partidos era feita, porque assim se somavam os votos de todos os partidos de uma coligação e dessa maneira se elegiam vários candidatos.

Como os partidos pequenos não atingem essa marca serão obrigados a deixarem de existir e se fundirem com partidos maiores como foi o caso do DEM com o PSL que se transformaram num só partido, o maior da câmara federal e que vai ter Miguel Coelho como candidato a governador.

Assim nós teremos muitos partidos pequenos se juntando a outros para formarem uma legenda mais competitiva e com chance de eleger ou reeleger seus candidatos, como será o caso do solidariedade de Augusto Coutinho que está se juntando ao Cidadania de Daniel Coelho.

Explicada essa parte voltamos a candidatura de Joaquim Neto para deputado estadual pelo PSDB ou pelo PP. Como vocês viram em qualquer uma dessas legendas ele vai enfrentar muitos candidatos com muitos votos e já na Assembleia Legislativa como parlamentares há vários mandatos, com prefeitos nas suas bases,

Além disso, um é do lado do governo o PP de Eduardo da Fonte, e o outro é oposição ao governo o PSDB de Bruno Araújo. Seja qual for a legenda escolhida outros partidos menores vão se somar o que dificulta mais ainda a eleição de Joaquim Neto, mas como nós o conhecemos e sabemos da sua força de vontade é esperar e conferir se ele vai ter garra para enfrentar uma das eleições mais difíceis de sua carreira, essa agora de deputado estadual.

Primeiro porque a disputa será dentro do partido que ele escolher, visto que a coligação agora é interna, ou seja os candidatos do PSDB disputando com os seus colegas dentro do próprio partido e os mais votados é que serão eleitos.

Para se ter uma visão melhor das chances de Joaquim neto nas próximas eleiçõesprecisamos esperar o partido para o qual ele vai e os candidatos que vão disputar junto com ele a eleição de deputado estadual.

Isso é matemática, simples assim!