O ex-prefeito de Gravatá Joaquim Neto, derrotado nas últimas eleições pelo atual prefeito Joselito Gomes, teve uma boa notícia hoje, que foi o resultado das auditorias feitas pelo TCE que julgou e deu pareceres favoráveis às suas contas, facilitando a sua corrida em busca de um mandato de deputado estadual.

Mas a sua candidatura depende de muitos fatores, entre os quais cabe destacar:

a) Raquel Lyra candidata a governadora de Pernambuco pelo PSDB numa aliança com o PSC de Anderson e o cidadania de Daniel Coelho integrando a chapa de oposição ao governo de Paulo Câmara;

b) Joaquim Neto deixa o PSDB se filia ao PP de Eduardo da Fonte e assim passa a fazer parte da frente popular que já tem o PL, o PSB, o PP e outros menores.

Na primeira situação Joaquim Neto tem mais chances porque a concorrência não seria muito grande, e assim poderia vencer com pouco mais de 15 votos (teve 25 mil nas eleições de 2010).

Na segunda opção teria que sair do PSDB e disputar com candidatos mais fortes da frente popular, seguindo Eduardo da Fonte que disputaria o senado na chapa da situação.

Não podemos esquecer que não teremos coligações proporcionais, só para a majoritária o que forçará a migração de muitos candidatos de partidos menores, para as grandes legendas o que dificultará a eleição e a reeleição de muitos candidatos.

Assim contaremos apenas com seis ou sete partidos para dar legenda a todos os candidatos e, como em política, o pragmatismo é a regra então só os mais fortes, com mais dinheiro e com mais chances é que ganhariam o direito de ser candidato.

Além disso, diferentemente da eleição de 2010 – há 11 anos atrás –  quando Joaquim Neto com o número 45222 foi candidato a deputado estadual,  contava ainda que de forma dissimulada com o apoio de Ozano Brito que era o prefeito na época.

Agora não conta com o apoio do prefeito eleito, visto que o candidato do padre-prefeito Joselito Gomes será Waldemar Borges, que mesmo sem a máquina foi o mais votado nas últimas eleições em Gravatá,  e agora contando com o apoio do prefeito e de todos da gestão deve superar a votação que teve.

Por essa ótica não está fácil a situação do ex-prefeito de Gravatá, Joaquim Neto, na sua jornada para ser o deputado estadual da cidade, o segundo depois do Dr. Deda Soares, último deputado estadual representante de Gravatá.