Agora Gravatá faz parte do mundo: temos o primeiro caso de coronavírus! Com toda sinceridade gostaria de continuar morando na ilha de Gravatá, aquela ilha maravilhosa, onde estava tudo normal enquanto o mundo todo se protegia.

Cheia de gente nos supermercados, nas lotéricas, nos bancos, nas praças, nos condomínios, fazendo caminhadas, andando de bike, conversando e andando pelas ruas mesmo sem ter o que fazer, passeando de carro para conhecer a cidade.

Uma verdadeira festa.

Mas agora acordei e vi que Gravatá não é inviolável, invencível, protegida contra vírus. Vi que suas muralhas são de areia do rio Ipojuca e caíram facilmente ao primeiro ataque do covid19.

Não sabemos com quantas pessoas esse hospedeiro se comunicou e contaminou, não sabemos quem é, onde mora, ou o que faz, porque se soubéssemos poderíamos nos proteger, ficar alerta para ter mais chance, no caso ter sido infectado por ele, iríamos buscar a cura com mais rapidez.

Mas isso já ultrapassa os limites da “transparência”!

Resta agora esperar que dê negativo os exames que estão sendo feitos em outras pessoas

Mas de qualquer jeito, agora já é tarde! Agora já estamos no centro do furacão, na tempestade, no meio da rua, literalmente no meio da rua.

Sim, agora somos global, agora temos corona: não a ducha, mas a pandemia.