Uma leitora me questionou a respeito da ordenação para padre, afirmando que o ex-padre Joselito continua sendo padre e que não existe ex-padre. Como todo bom jornalista deve fazer. fui atrás das informações e a cúria pernambucana da Arquidiocese de Olinda e Recife explica que para o mundo “CATÓLICO”, quando um padre renuncia ele retorna ao Estado Laical, muito embora para a igreja ele permanece como membro da ordem clerical, não siginificando que o título de padre continuará a ser usado.
Outro detalhe importante é que uma vez renunciado ao apostolado ele retorna ao estado laical. Para a igreja católica existe a demissão clerical, ficando impedido de realizar os procedimentos próprios de um padre, além de retornar ao estado laical. Conforme se pode verificar em: https://catholicus.org.br/afinal-existe-ex-padre/
Entretanto, para o mundo profano ou externo ao universo católico ele retorna ao estado laical, ou seja, ao mundo dos humanos, deixando o mundo dos “santos”, ou seja, podendo até casar.
Uma explicação utilizada para o retorno ao estado laical é á de que um padre que renuncia a sua ordem sacerdotal e depois passa a professar outra religião seja evangélica (virando pastor), espírita (tornando-se coordenador) ou das religiões afro, tornando-se um pai de santo, não poderá acumular os dois títulos: padre-pastor; padre-espírita ou padre-pai-de-santo.
Portanto, ele passa a ser considerado padre-laical só para a denominação católica, ou seja dentro do universo católico, para o mundo externo ele é ex-padre.
Como se viu nas últimas semanas: a mídia mundial repercutiu com estardalhaço o fato de o Papa Francisco ter demitido do estado clerical três padres latino-americanos condenados por abusos sexuais no Chile e no Equador.
Do mesmo modo um padre que comete assassinato e é demitido do estado clerical, retornando ao estado laical e sendo preso passa a ser considerado como um preso comum.
Assim fica clara a existência do ex-padre para o mundo profano, ou seja, que não processa a Fé Católica, ficando claro o uso do título de padre só para o mundo católico: Por isso, apenas no Sentido Sacramental, não pode existir um “ex-padre”, nem um “ex-batizado”, nem um “ex-crismado”.
Entretanto para todas as outras situações da vida ele passa a ser um ex-padre e o título permanece apenas por uma questão dogmática, ele é apenas o que consta da sua identidade: um simples cidadão!