O Prefeito Joaquim Neto recebeu em seu gabinete, nesta quarta-feira (14), a historiadora Dilsa Farias e Filipe Gonçalves Lins Caldas, filho do saudoso historiador Alberto Frederico Lins Caldas, autor de livros sobre a história de Gravatá e falecido em julho deste ano. O motivo da reunião foi a doação para a prefeitura de móveis centenários que pertenceram a personalidades do município, além de documentos históricos que faziam parte do acervo do escritor gravataense.

“Meu pai passou a vida inteira tentando preservar a memória de Gravatá e reuniu itens que pertenceram a pessoas que fizeram história, como o mobiliário que pertenceu ao Ex-prefeito Joaquim Didier, além de toda  uma pesquisa documentada que gerou livros sobre o município. Tenho certeza de que ele ficaria muito feliz ao ver algo que ele sempre amou ganhando um destino tão especial. Não poderia haver lugar melhor,” falou Filipe.

O Prefeito Joaquim Neto fez questão de ver de perto os itens doados que ficarão expostos no museu, na Biblioteca Pública e no próprio Paço Municipal.

“São artefatos que por si só já transbordam história. Acredito que tão importante quanto trazer desenvolvimento para uma cidade, é manter sua identidade e preservar sua memória. Fiquei muito feliz quando soube dessa doação. Vamos cuidar muito bem dessas peças que Alberto reuniu ao longo de sua vida,” disse o prefeito.

A historiadora Dilsa Farias, elogiou a atitude do filho do historiador e fez uma comparação entre o Prefeito Joaquim Neto e o Ex-prefeito Joaquim Didier, a quem pertenceu os móveis.

“São dois ‘Joaquins’ separados por gerações, mas tão parecidos no pensamento visionário. Joaquim Didier fez com que Gravatá desse seus primeiros passos como cidade e ajudou a construir a identidade do município. A prova disso são esses prédios seculares. Joaquim Neto enxerga a importância de preservar e manter essa memória viva. É importante demais resgatar a história e contá-la para as próximas gerações,” registrou.

O Vice-prefeito Danilo Melo acompanhou o processo de doação e explicou a importância da ação.

“Joaquim Didier foi um homem que estava à frente da época em que viveu. Grandes obras que temos hoje, como o prédio da prefeitura, os casarios seculares, o prédio das Salesianas, o museu, que na época era a cadeia pública, entre outras construções são uma prova da valorização de quem contribuiu para que Gravatá fosse o que é hoje. Resgatar o mobiliário que ele usou naquela época é uma forma de homenagear sua memória e também de nos inspirar,” enfatizou.

Entre os itens doados estão a sua mesa, cadeiras, máquina de datilografar, estante, documentos e fotografias, dentre as quais, está a primeira foto panorâmica da cidade, que está emoldurada em um belo quadro.

Fonte: Prefeitura de Gravatá