29 de novembro de 2016 às 08:36h

Um dia triste e sem um bom lugar para ler um livro depois do acidente da chapecoense

Tristeza! O que essa palavra define não são códigos, são sentimentos. A queda do avião com a equipe da chapecoense deixou a todos perplexos. Não pela fatalidade em si. Visto que tragédia é passível de acontecer com qualquer um e em qualquer lugar.

O que nos deixa sem palavras é o momento em que o fato acontece, quando uma equipe pequena, com jogadores que almejavam o sucesso e que esperavam  pela primeira vez participar de uma copa sul americana ser eliminada não da copa, mas da vida.

Falha humana, falha elétrica, falta de combustível seja qual for o motivo que provocou a queda não importa, até porque era uma máquina, feita pelo homem e sujeita a defeitos, o que importa é que perdemos amigos, atletas, colegas de trabalho e só temos que orar pelos que sobreviveram, pelos familiares que sofrem a dor da perda de seus entes queridos.

vamos no solidarizar com esse momento de tristeza do esporte nacional e mundial.

1 de novembro de 2016 às 06:41h

Calçadas assassinas de Gravatá continuam provocando vítimas

calcada3Um dos problemas que o próximo prefeito de Gravatá, Joaquim Neto vai enfrentar é dar acessibilidade às pessoas que se deslocam pelas ruas da cidade e não encontram as condições mínimas para transitar em segurança. Na maioria das ruas as calçadas estão danificadas, em outras nem sequer existem calçadas e em muitas as calçadas são desniveladas e dessa forma dificulta a passagem de idosos e pessoas com necessidades especiais.

A atual gestão,resultado de uma intervenção sem identidade e sem compromisso com a população não faz nada para minorar o problema e não está nem ai para os vários acidentes que já aconteceram com os transeuntes que sofrem fraturas, hematomas e muitos ficam com sequelas irreversíveis fruto das quedas que levam em função das topadas que dão em pedaços das calçadas, ou placas desniveladas no centro da cidade.

Uma das calçadas que mais tem provocado acidentes é que fica ao lado da igreja Matris de Santana na frente de várias lojas comerciais como o Supermercado Soberano, O Armazém de Borges, a Farmácia Big Ben e muitos outros que também não se unem, para de forma comunitária recuperar as calçadas que os seus próprios clientes utilizam ajudando a cidade e colaborando com a segurança de quem precisa andar pelo centro.

Assim também os vereadores que não cobram das autoridades de forma real, apenas folclórica, a solução do problema. Por isso, que muitos deles não voltaram porque a população começa a dar nas urnas a resposta ao descaso da maioria de seus representantes.

Dona Hilda a senhora da foto acima foi a vítima mais recente das calçadas assassinas de Gravatá, muito machucada e muito ferida depois que tropeçou e caiu na frente do Soberano.

Aproveitamos para questionar a algum advogado se existe alguma forma dessas pessoas judicialmente serem ressarcidas dos prejuízos físicos e materiais a que são submetidas pela irresponsabilidade administrativa do atual gestor?

Caso a resposta seja positiva vamos chamar todos que sofreram acidentes para que promovam uma ação coletiva contra a prefeitura e também contra os gestores que não corrigem os problemas.

Chega de conversa, gora o caminho é a justiça.

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4 de outubro de 2016 às 12:09h

Festa da Vitória de Gravatá

O evento será realizado na frente do comitê que fica na Av. Joaquim Didier, próximo do pátio de eventos Chucre Mussa Zazar.

Uma das principais propostas do prefeito eleito de Gravatá é retomar o turismo da cidade trazendo de volta os grandes eventos que atraia turistas e investidores para alavancar o desenvolvimento do município.

Natal Luz, Carnaval Popular, Festival de Jazz, Semana Santa, São João, Virtuosi, Festival Cultural e de Negócios e Festival de Repente. Como primeira novidade a Virada Cultural de Novembro um grande evento envolvendo arte, cultura, literatura e música.

No que diz respeito aos equipamentos teremos a implantação do trem do turismo Russinhas – Gravatá, do teleférico, do pórtico de entrada da cidade e de outros que ajudarão a atrair todos àqueles que amam Gravatá.

Outro ponto do programa de governo do novo prefeito diz respeito ao incentivo do turismo rural, com o retorno das Trilhas Equestres de Gravatá, a divulgação e melhoria da infra estrutura das reservas ecológicas, profissionalização da trilha do Bacurau e muitos outros.

Dessa forma o prefeito Joaquim Neto pretende reinserir Gravatá na mídia nacional como um dos melhores destinos turísticos do País.

19 de abril de 2016 às 07:26h

O Ideal de Tiradentes

tiradentes Alguns anos antes de Tiradentes, em 1720, um movimento denominado a “Revolta de Vila Rica, liderado por Filipe dos Santos, foi considerado uma das primeiras reações de mártires e heróis do Brasil contra o aumento da exploração colonial. Segundo relata a História, este homem era um rico fazendeiro que possuía o dom da oratória e era muito estimado pelo povo. Não conseguindo sucesso na sua empreitada, foi preso, julgado e condenado à forca e seu corpo amarrado entre cavalos que, enxotados, provocou-lhe esquartejamento. Seus restos mortais foram pregados em postes e exibidos publicamente.

Em 21 de abril de 1792, outro líder chamado José Joaquim da Silva Xavier, Alferes de Cavalaria (tenente), mais conhecido por Tiradentes, morria na forca como herói da Inconfidência Mineira.   Havia outros participantes da Inconfidência, mas foi Tiradentes o único condenado à morte entre seus amigos pelo crime de traição.  Anos antes do dia da sua morte as pessoas com direito a voz, funcionários públicos, proprietários de terras e outros, estavam chocados com as taxações impostas por Portugal ao exigir o pagamento de cerca de 11.250 quilos de ouro em impostos devidos ao reino português por Minas Gerais, o que correspondia a um quinto do ouro extraído do solo da colônia.

Naquela época, como ainda hoje, as pessoas revoltadas e desesperadas se arriscavam a trilhar por caminhos perigosos promovendo movimentos.  Falar de independência de Minas, ainda era tão cedo quanto falar de independência em termos de Brasil.  Portanto, qualquer tentativa de movimento seria frustrada com violência porque somente 30 anos mais tarde, bradava-se o grito de Independência do Brasil, tornado realidade em 1822 por um português.

Hoje, 21 de abril, comemora-se com feriado nacional, com lazer e com negócios, o Dia dedicado a Tiradentes em um Brasil onde não há reino sugando seus recursos, mas por outro lado, há o próprio governo que faz desaparecer o capital destinado a satisfazer as demandas do País na área da Educação, da Saúde e da Segurança.  Não há governo estrangeiro cobrando a “derrama” ou exigindo um quinto de nossa riqueza, porém, internamente, existe a corrupção, a costumeira negociata e a busca de vantagens em áreas tão importantes como as obras de infra-estruturas.   Pelo menos é o que temos visto e ouvido nos noticiários televisivos, nos jornais, nas revistas e nas redes sociais com intermináveis relatos de cobranças de propina para liberação de obras, ou para beneficiar essa ou aquela empresa ou cartel.  Todavia, não podemos esquecer que a prática é bem extensa e não somente se restringe aos grandes e poderosos.

Um dos propósitos dos heróis incluídos nos feriados nacionais é de lembrar que já tivemos no Brasil, homens de elevado patriotismo, gente que lutou e deu a vida por ideais que até hoje têm trazido benefícios à sociedade e, ao mesmo tempo, servido de trampolim para uma casta de homens desprovidos de sentimento de moralidade e coragem.

Por, Eliezer de Andrade.

17 de abril de 2016 às 06:32h

Oito dicas para usar com sabedoria as redes sociais

Celso-Bazzola1 – Amplie seus contatos qualificadamente:é interessante ter um amplo grupo de amigos, assim busque amizade online com pessoas que tenha contato e ache interessante profissionalmente. Contudo, se preocupe mais com a qualidade do que com a quantidade, não precisa ir convidando todo mundo que conhece ou que é ‘amigo do amigo’ para ser seu amigo, isso pode não soar bem.

2 – Valorize suas conquistas profissionais: mostre ações que realizou que tiveram sucesso, resultados de projetos que foram interessantes ou titulações alcançadas, mas evite se autopromover demasiadamente, pois isso pode soar arrogante. E busque, com permissão prévia, marcar as pessoas que estavam envolvidas nos trabalhos, de forma elegante, pois isso aumenta sua visibilidade.

3 – Publique com inteligência: cada vez mais se multiplicam publicações vazias, assim busque diferenciais com conteúdos pertinentes. Evite posts irrelevantes que possam atrapalhar sua imagem. Busque levantar assuntos relacionados ao seu campo de atuação.

4 – Evite debates inúteis: nas redes sociais existem momentos tensos, de debates políticos, religiosos e outros similares, mas evite entrar nesse tipo de conversa. Repare que geralmente essas não levam a lugar nenhum e não terminam bem. Sem contar que você não sabe qual o posicionamento de seus parceiros de negócios.

5 – Cuidado com as características das redes: não é por que o LinkedIn tem um lado mais profissional e o Facebook é mais aberta que deverá tratar a segunda com maior desleixo, saiba que parceiros e recrutadores também entrarão nessa rede. É importante que a pessoa tome cuidado em não colocar coisas irrelevantes em cada um deles.

6 – Pense antes de curtir uma publicação ou página: antes de curtir e compartilhar um texto, leia atentamente para ver se não nada nas entrelinhas. E se for curtir uma página ou participar de uma comunidade, pesquise antes, evite as que incitem o ódio ou o preconceito.

7 – Antes de escrever algo pense: analise os pontos positivos e negativos de uma postagem. Sei que parece chato, e tira um pouco a graça dessas redes, mas essa é a única forma de garantir que o postado nas redes sociais não interferirá no lado profissional. As pessoas hoje tem acesso ao que você faz 24 horas. Preserve sua imagem.

8 – Evite situações não profissionais: multiplicam-se as fotos de baladas, roupas de banho e bebedeiras nas redes. Não cabe a ninguém julgar o estilo de vida das pessoas, mas se expor de forma inadequada trará consequências negativas para imagem de um profissional. Todos estão expostos a avaliações, pode ter certeza que isso contará na hora que olharem, e não adianta bloquear o acesso das pessoas as suas fotos nas redes sociais e achar com isso que está segura, pois outras pessoas poderão compartilhar a mesma foto.

*Celso Bazzola, consultor em recursos humanos e diretor executivo da BAZZ Estratégia e Operação de RH

10 de abril de 2016 às 05:50h

Flipojuca em Gravatá termina hoje

alag na flipojucaAo meio dia deste domingo encerra-se na cidade de Gravatá mais uma edição da Flipojuca, feira literária que atria escritores, poetas, artistas e acima de tudo amantes das letras e das artes.

A Academia de Letras e Artes de Gravatá partcipou ativamente de todas as etapas do evento, desde a articulação para trazer a programação para a cidade serrana, até a contribuição em mesas literárias, entrevistas, lançamentos de livros, etc, mostrado a força da cultura do interior.

Portanto, você tem até ao meio dia de hoje para conhecer ou participar desse grande evento.

24 de fevereiro de 2016 às 18:41h

Texto de Gustavo Krause.: “Gaste o seu dinheiro com você, com seus gostos e caprichos”

Dicas para quem já passou dos 60 anos.

A primeira delas:
É hora de usar o dinheiro (pouco ou muito) que você conseguiu economizar . Use-o para você, não para guardá-lo e não para ser desfrutado por aqueles que não tem a menor noção do sacrifício que você fez para consegui-lo. Geralmente as pessoas que não estão sequer na família: genros, noras, sobrinhos. Lembre-se que não há nada mais perigoso do que um genro ou uma nora com ideias. Atenção: não é tempo para maravilhosos investimentos, por mais que possam parecer, eles só trazem problemas e é hora de ter muita paz e tranquilidade.

PARE de PREOCUPAR-SE COM A SITUAÇÃO FINANCEIRA dos filhos e netos.
Não se sinta culpado por gastar o seu dinheiro consigo mesmo. Você provavelmente já ofereceu o que foi possível na infância e juventude como uma boa educação. Agora, pois, a responsabilidade é deles.

JÁ NÃO é época de sustentar qualquer pessoa de sua família. Seja um pouco egoísta, mas não usurário. Tenha uma vida saudável, sem grande esforço físico. Faça ginástica moderada (por exemplo, andar regularmente) e coma bem.

SEMPRE compre o melhor e mais bonito.
Lembre-se que, neste momento, um objetivo fundamental é de gastar dinheiro com você, com seus gostos e caprichos e do seu parceiro. Após a morte o dinheiro só gera ódio e ressentimento.

NADA de angustiar-se com pouca coisa.
Na vida tudo passa, sejam bons momentos para serem lembrados, sejam os maus, que devem rapidamente ser esquecidos.

Independente da idade, sempre mantenha vivo o amor.
Ame o seu parceiro, ame a vida, ame o seu próximo … LEMBRE-SE !! “Um homem nunca é velho enquanto se lhe reste a inteligência e o afeto”.

Seja vaidoso.
Cabeleireiro frequente, faça as unhas, vá ao dermatologista, dentista, e use perfumes e cremes com moderação. Porque se agora você não é bonito, é, pelo menos, bem conservado.

NADA de SER MUITO MODERNO.
É triste e doloroso ver pessoas com penteados e roupas feitas para os jovens.

SEMPRE mantenha-se atualizado.
Leia livros e jornais, ouça rádio, assista bons programas na TV, visite Internet, com alguma frequência, envie e responda “e-mails” use as redes sociais, mas sem estresse ou para criar um vício. Chame os amigos.

Respeite a opinião dos JOVENS.
Muitos deles estão melhor preparados para a vida, como nós quando estávamos a sua idade.

Nunca use o termo “no meu tempo¨.
Seu tempo é agora, não se confunda. Pode lembrar do passado, mas com saudade moderada e feliz por ter vivido.

NÃO caia em tentação de viver com filhos ou netos.
Apesar de ocasionalmente ir alguns dias como hóspede, respeite a privacidade deles, mas especialmente a sua.
Pode ser muito divertido conviver com pessoas de sua idade.
E o mais importante, não vai funcionar com qualquer um. Mas sim se você se reunir com pessoas positivas e alegres, nunca com “velhos amargos”.

Mantenha um hobby.
Você pode viajar, caminhar, cozinhar, ler, dançar, cuidar de um gato, de um cachorro, cuidar de plantas, cartas de baralho, golfe, navegar na Internet, pintura, trabalho voluntário em uma ONG, ou coletar alguma coisa. Faça o que você gosta e o que seus recursos permitem.

ACEITE convites.
Batizados, formaturas, aniversários, casamentos, conferências … Visite museus, vá para o campo … o importante é sair de casa por um tempo. Mas não fique chateado se ninguém o convidou. Certamente, quando você era jovem também não convidava seus pais para tudo.

Fale pouco e ouça mais.
Sua vida e seu passado só importam para você mesmo. Se alguém lhe perguntar sobre esses assuntos, seja breve e tente falar sobre coisas boas e agradáveis. Jamais se lamente de nada. Fale em um tom baixo, cortês. Não critique qualquer coisa, aceite situações como elas são. Tudo está passando. Lembre-se que em breve voltará para sua casa e sua rotina.

Dores e desconfortos, apresentará sempre.
Não os torne mais problemático do que são. Tente minimizá-los. No final, eles só afetam você e são problemas seus e do seu médico. Lamentações nada conseguem.

Permaneça apegado à religião.
Mas orando e rezando o tempo todo como um fanático, não conseguirá nada. Se você é religioso, viva-o intensamente, mas sem ostentação. A boa notícia é que “em breve, poderá fazer seus pedidos pessoalmente”

Ria-se muito, ria-se de tudo.
Você é um sortudo, você teve uma vida, uma vida longa, e a morte só será uma nova etapa, uma etapa incerta, assim como foi incerta toda a sua vida.

Não faça caso do que dizem a seu respeito, e menos do que pensam de você.
Se alguém lhe diz que agora você não faz nada de importante, não se preocupe. A coisa mais importante já está feita: você e sua história, boa ou ruim, seja como foi. Agora se trata de uma jubilação, o mais suave, em paz e feliz possível.

E LEMBRE-SE:
“A vida é muito curta para beber vinho ruim”

10 de fevereiro de 2016 às 05:59h

Hoje tem início a Quaresma, é hora de você mudar e deixar de fazer coisas que não agrada a Deus

A quarta feira de cinzas é simbólica, porque nos manda uma mensagem muito clara mostrando a nossa finitude. Alerta-nos que todos nós vamos morrer. E assim todos nós voltaremos ao pó.

Todos vão para o mesmo lugar; vieram todos do pó, e ao pó todos retornarão. Eclesiastes 3:20

As cinzas é o início da Quaresma e representa uma tomada de consciência sobre a morte que deve nos servir de caminho para nos aproximarmos de Deus e dessa forma, pedirmos o seu perdão, visto que do mesmo jeito que todos morreremos, todos também pecaram e pecam, ainda, por isso, estão destituídos da Glória de Deus.

Qual é a ação que você faz que mais lhe incomoda, fumo, bebida, sexo, coisas erradas nos seus negócios, etc, faça uma aliança com Deus nesse período quaresmal e assuma o compromisso de até a Páscoa você abrir mão de seu pior pecado e entrar numa fase de busca do Senhor para lhe a ajudar a superar esse vício.

A quaresma é um período de reflexão, de conversão, de oração e de arrependimento para podermos crescer espiritualmente e encontrarmos a Paz que tanto buscamos, tanto aqui na terra como no céu.

A quaresma é o período necessário para chegarmos a Páscoa que representa a passagem do Mar Vermelho, mas representa também a ressureição de Jesus Cristo marcando o que chamamos de Semana Santa, onde na sexta-feira assistimos a crucificação de Jesus Cristo e no domingo a sua ressureição, mostrando que ele venceu a morte.

Jesus venceu a morte para nos mostrar que precisamos vencer os nossos “erros”, pois só com a vitória sobre nós mesmos, nosso caráter, nosso comportamento é que poderemos alcançar a graça de sermos salvos pelo nosso Senhor Jesus Cristo.

Essa será a sua oferta maior para Deus e representará o seu sacrifício vivo como nos ensina Paulo, Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. Romanos 12:1.

Essa será a sua passagem para uma vida melhor que essa quarentena possa lhe servir de cajado para abrir o seu mar e assim tirá-lo de um lugar ruim para um lugar melhor, libertando-o do que lhe consome, do que lhe faz mal.

A todos um bom retorno, uma boa quaresma e uma boa páscoa.

Com Cristo somos mais que vencedores.

1 de novembro de 2015 às 07:52h

“O sonho roubado de Terezinha de Maceió”

Contos domingueiro com Tomaz da Rota 232

Terezinha de Maceió decidiu montar uma loja na sua casa para vender produtos da feira de Caruaru. E na casa dela era realmente ela quem tomava as decisões. Não aguentava mais se preocupar ou se “aperriar” como ela costumava dizer na sua linguagem popular com aquela situação de tem e não tem. E isso acontecia a cada vez que o marido dela que era pedreiro  ficava sem trabalho.

Quem deu a ideia de abrir a loja foi Creusa, sua amiga, que toda semana ia para Caruaru comprar roupas de jeans e outros tecidos para vender no seu bairro. Com ela acertou os detalhes da viagem no ônibus que transportava os “sulanqueiros”, esse era o apelido dado a todos que se dirigiam à feira de Caruaru e que ficou conhecia como a feira da Sulanca, por vender o tecido chamado “helanca” que vinha de São Paulo, dai surgiu o nome “Sulanca” da junção de Sul + Helanca = Sulanca.

Durante muito tempo o termo Sulanca foi considerado perjorativo e representava o comércio de roupas de baixa qualidade, mas com o tempo venceu esse preconceito e se transformou no maior atacado de roupas e outros produtos que eram vendidos a centenas de comerciantes que vinham de todos os estados em ônibus fretados e entre esses estava Terezinha de Maceió.

Ela ficou encantada com o tamanho da feira de Caruaru e comprovou o que se cantava na música de Onildo Almeida: “Na feira de Caruaru tem tudo que a gente quer…”.  Tinha tudo mesmo! Ela estava impressionada com todo aquele movimento. Nunca tinha visto tanta gente junta num só lugar, a não ser na procissão da padroeira da sua cidade.

Ela já tinha gasto o dinheiro da indenização do marido na reforma da sua casa a fim de adaptá-la para a lojinha que ia abrir, e sem pagar aluguel. O quarto que dava para a rua, foi fechado e a parede da frente derrubada para dar lugar a uma porta de “correr”, dessas feitas com chapas de alumínio que se unem e que se enrolam na parte de cima quando é fechada. Ela ficou emocionada quando viu o espaço já se parecendo com um estabelecimento comercial, falatndo apenas os produtos que ela ia trazer na próxima semana e com a placa em cima da porta: “Terezinha Presentes”.

No banco, solicitou um empréstimo de cinco mil reais para poder comprar os artigos e assim encher a sua lojinha e, finalmente, ter a sua sobrevivência e a de seus filhos garantida, sem ficar mais preocupada com cada vez que o marido fosse demitido ou quando terminasse uma obra que estava fazendo.

Com a cabeça cheia de sonhos e com o dinheiro do empréstimo na bolsa ela embarcou no ônibus junto com Creusa para a tão sonhada Feira de Caruaru. As seis horas da tarde o ônibus partiu. Seriam cinco horas de viagem e chegaria lá na feira por volta das onze da noite, pois a feira começava na noite da segunda para a terça e terminava pela manhã.

Na feira de Caruaru tinha de tudo mesmo – continuava pensando ela – enquanto andava pelas centenas de corredores e becos que se formavam entre as fileiras dos bancos que eram montados e desmontados a cada segunda feira, com exceção de alguns boxes que eram construídos em alvenaria de forma permanente e conhecido como Parque 18 de maio. Esses boxes também formavam corredores compridos que se enchiam de bugigangas e produtos como artesanato, sapatos, roupas, redes, mantas e ainda tinha a feira do Paraguai, batizada com esse nome por ser específica de produtos importados daquele País.

Eram relógios, artigos eletrônicos, ferramentas, tevês, rádios, bonecas e muito mais e tudo contrabandeado ou pelo menos a grande maioria e era justamente ai que residia o sonho de Terezinha. Comprar quatro mil reais de produtos importados, montar a sua loja e fazer esse roteiro toda semana, ganhando o seu dinheiro para sustentar a sua família.

Depois de andar muitos quilômetros entre os bancos da feira, e muitas vezes ser literalmente levada pela correnteza de gente que transitava pelos corredores, Terezinha de Maceió, foi comprando as suas coisas. Uma aqui outra ali e foi juntando em sacolas enormes que eram vendidas aos sulanqueiros, que também eram conhecidos como “sacoleiros”.

Quando terminou de fazer as suas compras foi atrás de um “carroceiro” que eram os transportadores que carregavam as compras dos comerciantes.

As carroças se pareciam com uma letra “L” deitada, como uma cama com espelho e com duas rodas. Tinha dois metros de comprimento por 70 cm de largura e era puxada pelos carroceiros que andavam rapidamente mesmo em ruas apertadíssimas e apinhadas de gente. E era justamente por isso que muitos se aproveitavam e roubavam as mercadorias adquiridas com dificuldade pelos pobres sulanqueiros, pois entram num beco, sai no outro e num descuido do dono da mercadoria eles se desviam e desaparecem, entram num dos muitos becos e tchau, sumiu com a carroça e com as mercadorias e quando o comerciante percebe já é tarde. Perdeu tudo.

E foi justamente isso o que aconteceu com Terezinha de Maceió que foi mais uma vítima de um carroceiro desonesto. Não são todos, a maioria dos carroceiros trabalham com honestidade e já são conhecidos dos comerciantes, mas alguns são verdadeiros gatunos que se aproveitam da ingenuidade dos humildes sacoleiros. Aquele que Terezinha contratou para levar as suas mercadorias dos bancos onde adquiriu os produtos, até o estacionamento onde estava o ônibus, era um dos desonestos.

Depois de colocar todas as mercadorias na carroça e amarrá-las, o carroceiro pediu que ela fosse na frente abrindo caminho e inocentemente ela aceitou a sugestão. Ao invés de seguir o conselho de Creusa que mandou ela ir atrás da carroça e não perder o carroceiro de vista ela obedeceu ao carroceiro e foi na frente. Assim ia Terezinha na frente da carroça que carregava o seu sonho e de vez em quando olhava para trás a fim de ver os seus produtos.

De repente quando olhou para trás mais uma vez, não viu mais nem a carroça e nem o carroceiro. Seu coração disparou. Lembrou dos avisos de Creusa e começou a chorar e a gritar pelo carroceiro que nem sequer sabia o nome e a perguntar a um e a outro se tinham visto um carroceiro assim e assim. O problema era que todas as carroças eram iguais e todos os carroceiros parecidos. Correu pra lá, correu pra cá e nada. Desesperada e quase tendo um “treco”* seguiu a orientação de um feirante e foi até a rádio do parque para apelar ao carroceiro que entregasse as suas mercadorias.

Foi também na delegacia do turista e prestou queixa contra o carroceiro que havia roubado os seus produtos. Agora ela já assumia que tinha sido roubada e sabia que o seu sonho tinha sido roubado junto e sabia também que nunca mais veria as suas mercadorias. Iria voltar para casa sem nada para botar na loja, com o marido desempregado e com  as prestações do empréstimo para pagar.

Terezinha era só mais uma sacoleira que voltava para casa depois de ser furtada na feira de Caruaru, comprovando a máxima de que “pobre” só rouba de “pobre”.

*Treco; mal súbito, passamento, desfalecimento na linguagem popular. Também representa coisas que não tem valor.

Severino Tomaz de Aquino é jornalista, escritor e membro da Academia de Letras e Artes de Gravatá – ALAG.

29 de setembro de 2015 às 06:00h

ORIENTAR E COMANDAR: O QUE DISTANCIA E O QUE APROXIMA O LÍDER E A EQUIPE?

As tentativas de harmonizar práticas de comando e habilidades para orientar tem sido antigas e constantes na empolgante relação dos líderes com as equipes. Há um desejo muito forte de se conseguir ser amistoso, respeitoso e fraterno com as pessoas que compõem as equipes e, ao mesmo tempo, conseguir ser diretivo, comandar os profissionais para os resultados esperados pela organização. Trata-se, de fato de um tipo de dilema para muitos. Para alguns líderes isso não é uma questão relevante. Por quê?

O ponto crucial aqui em questão é a segurança pessoal do líder. Sem “confiar no próprio taco”, lamentavelmente, muitas lideranças se apagam ou se tornam sem energia realizadora em pouco tempo. Liderar é apontar caminhos, assumir riscos e se responsabilizar pelas eventuais inconformidades nos resultados da equipe.

Orientar situa-se no campo da ação de ensinar, mostrar o “como”, é ser uma espécie de professor. Líderes que se negam a orientar, quando tentam comandar a equipe, tem sérias dificuldades porque para que os profissionais compreendam os comandos, é necessário que sejam treinados, orientados previamente. Como ilustração, basta lembrar de cenas de filmes de comédia em que determinado personagem grita: “Esquerda”, os comandados começam a se movimentar em direções diferentes e a chocar entre si…verdadeiras trapalhadas dignas de riso, comédia, portanto.

Longe de ser algo que acontece só na ficção, encontro com muita frequência no interior das empresas e organizações a quem presto consultorias e coaching, mutos líderes desesperados e muitas equipes sem produtividades porque, da parte da liderança, recebem poucas orientações, falta muito para que nossos líderes se soltem para praticar a assertividade, ter a paciência para orientar…querem, refiro-me à maioria dos que conheço, somente mandar, dar ordens, comandar. Quando inicio uma atividade de sensibilização de chefes de setores, coordenadores, gerentes, dirigentes e gestores, imediatamente percebem que a falha está em si mesmos porque não haviam percebido que é preciso orientar com clareza, respeito e paciência até que a equipe funcione como uma orquestra. Antes de pegar a batuta e reger (comandar), é preciso ensaiar, treinar…

Não tenho tempo para isso tudo, pode estar questionando o leitor neste momento. Não ponho em dúvida essa escassez de tempo, afinal, é muita reunião, relatório, prestação de contas, imprevistos, enfim, a vida da empresa é, como tudo neste mundo, dinâmica e cheia de surpresas boas e ruins. Mas mesmo concordando com esse argumento, preciso dizer que o Líder deve ser exemplo em administrar o seu tempo. Se ele não administra, como poderá orientar e comandar a equipe para a otimização do tempo?

Quem usa mal o tempo disponível é o primeiro a reclamar da brevidade do tempo! Um pouco dura esta afirmação, não é? Mas, isso é mais devastador do que não ter tempo para orientar a Equipe, não acha?

O que está na base desse desconforto que líderes sentem quando precisam comandar é exatamente a insegurança quanto à orientação à equipe? Noutras palavras: por saber que não orientou  como poderá dialogar com a equipe?

Então, está posto o desafio, Líderes: equalizar suas habilidades para orientar, dizer para que direção a equipe precisa se mover, o que espera de cada profissional, com a autoridade (não é autoritarismo!) para comandar, dar voz para sua visão, mover a equipe com o poder pessoal com o qual está em perfeita sintonia, assumindo os lugares e as posturas que cabem aos Líderes.

Orientar e comandar: que tal retomar agora essas habilidades?

aluisio alvesPor Aluísio Alves: Treinador de Líderes e Equipes. Palestrante. Educador, Psicanalista e Escritor. Doutor em Educação. MBA em Gestão Empresarial e Administração Hospitalar. Gerente e Diretor do HC Uberlândia (2001-2010).aluisioalves17@gmail.com (34) 8419 0227 (Triângulo Mineiro) e (35) 9148 1762 (Sul de Minas) www.yashimek.com.br -*Associado à Yashimek – Coaching, Palestras & Cursos – Atendimentos em todo o Brasil.