É interessante conhecermos a história da linha férrea de Pernambuco e dos seus atrativos. A professora Dilsa Farias publica em sua página “Gravatá em Fotos e Recordações” trecho do livro “Historia de Gravatá” sobre o nome Serra das Ruças com “ç”: ”

“A Serra das Ruças recebeu como primeiro nome Serra Comprida. No começo do Séc. XIX recebeu o nome de Serra das Ruças, com cedilha, pois o patrimônio referia-se à cor da neblina, que nas manhãs de estio e tardes de inverno, recobria todo planalto. Nas madrugadas geladas e nas inverneiras fortes, fazia os caminhantes, boiadeiros e motoristas dizerem nervosos: a Ruça (a neblina, a cerração) hoje está medonha… Ruças porque a garoa a vestia de noiva envolvendo-a nas malhas misteriosas da chuva, do silêncio e da solidão…”
Alberto Frederico Lins.

Essa história para mim tem muito significado, pois o ponto marcante desse percurso foi a inauguração da estação de Russinhas em 24 de agosto de 1887, três anos depois da inauguração da estação de Gravatá e depois desativada. A estação de Russinhas foi construída e doada ao governo pelo empresário da construção civil, Dr. Osmond Cox, que junto com meu antecedente Manoel Thomaz de Aquino Albuqueque, filho de meu tri avô José Thomaz de Aquino Albuquerque, que já trabalhava na Great Western e depois Great Western do Brasil, com a implantação de  linhas férreas tanto na Europa quanto no Brasil.

O sobrenome Thomaz  ao chegar no Brasil perdeu o “H” e passou a se grafar “Tomaz” tanto com “s” quanto com “z”, derivando para todos os “Tomaz” do Brasil, que chegaram em 1808, junto com a corte de Dom João VI.

Nesse dia de festa que começou em Recife e terminou em Gravatá na inauguração da estação de Russinhas, conforme se lê no “Jornal do Recife” de 04.01 1884 os senhores:  Dr. Osmand Cox e o capitão Manoel Thomaz  libertaram seus escravos, quatro anos antes da libertação geral.

Segue trecho do Jornal do Recife com o relato da viagem Recife – Gravatá e depois o retorno Gravatá até Jaboatão.