11 de julho de 2017 às 08:11h

Turismo religioso de Gravatá precisa de apoio e planejamento

Igreja Nossa Senhor das Graças – foto: Luã Marssoy

A cidade de Gravatá, a 85 Km do Recife, localizada na Serra das Russas, pode ser considerada ecumênica e, portanto, congregadora de manifestações religiosas em todas as áreas da devoção.
Católicos, evangélicos, espíritas e até adeptos de religiões com influência afro realizam eventos que movimentam a cidade e atraem muitas pessoas de outras cidades que, em geral, participam apenas do momento festivo religioso, não recebendo nenhum incentivo ou estímulo dos líderes religiosos para conhecerem os pontos turísticos do município, conviverem com a comunidade e ficarem mais tempo hospedados.
Em muitos lugares os eventos religiosos já são produtos turísticos consolidados como a Romaria de Frei Damião, em Camocim de São Félix e a Missa do Vaqueiro em Serrita. Um detalhe interessante é que foi em Gravatá que Frei Damião realizou sua primeira missa no Brasil e uma grande romaria percorre quatro quilômetros, saindo do centro da cidade e se dirigindo à capela em homenagem ao missionário.
Dessa forma cabe a secretaria de turismo de Gravatá elaborar um plano de ação voltado para o desenvolvimento do turismo religioso a fim de se ter o registro de todos os eventos religiosos que são realizados na cidade, a partir dai seria construído um calendário e quem sabe não teríamos nesse planejamento um novo nicho de mercado a ser explorado.
A Fé move montanhas, mas também move muitos negócios, o exemplo disso a igreja de Nossa Senhora Aparecida da igreja Católica e o templo de Salomão da igreja Universal, ambos em São Paulo.

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