1 de junho de 2015 às 06:12h

O turismo é o único caminho de Gravatá e o resto é conversa fiada

Acontece hoje no Hotel Portal de Gravatá mais uma edição de um programa governamental denominado Destino Pernambuco. Nesse programa são apresentadas cidades para integrarem um roteiro turístico e assim promoverem os seus atrativos com o objetivo de ampliarem o fluxo de turistas no município e é a hora dos gravataenses que investem na cidade se fazerem presentes para apresentarem as suas sugestões.

Fui convidado, mas infelizmente foi de última hora e já tinha compromisso em Caruaru, mas mesmo assim enviarei um representante da Rota232 para acompanhar os trabalhos. Não sei quem de Gravatá vai participar desse projeto, com exceção de Eduardo Cavalcanti que é proprietário do Portal de Gravatá, local do encontro e também presidente da Associação de Turismo de Gravatá.

Não sei também se o Conselho de Turismo de Gravatá vai se fazer presente se é que esse conselho ainda existe. Quando era membro do conselho fiz ele funcionar mesmo contra a vontade dos gestores, mas numa articulação tiraram a Academia de Letras afirmando que ela integra o turismo de Gravatá, esquecendo esses articuladores que ela vende o destino Gravatá na área da literatura há muito tempo. O que sei é que temos um Conselho de Turismo fraco, subserviente, calado, omisso e totalmente vinculado a prefeitura, o que é um erro clássico de empresários que não têm a coragem de romper as barreiras da inércia e do silêncio.

Dessa forma convido a todos que têm interesse no turismo de Gravatá para comparecerem ao Hotel Portal a partir das nove horas da manhã para discutirem o destino Gravatá e assim encontrarem alguma forma de superar esse marasmo em que a cidade se encontra. É necessário debater as saídas para as brigas políticas que prejudicam a cidade como a que ocorre entre o prefeito Bruno Martiniano, que de forma estabanada e intempestiva afirmou em uma rádio local que a prefeitura não precisa de dinheiro do governo do estado e o deputado estadual Waldemar Borges que  ficam com falsas promessas de “trem fantasma”,  “teleféricos celestes” que subiram tanto que não desceram nunca mais, jardins de BR que não saem do lixão em que se transformaram, centros de treinamento que não existem e se existem é só para treinar inimigos de Gravatá a brigarem entre si e que só defendem interesses meramente eleitorais visando tomar a prefeitura e que em nada contribuem para o fortalecimento do turismo em nossa cidade.

O único caminho para o desenvolvimento de Gravatá é o turismo. Foi o turismo que colocou Gravatá no patamar que ela ocupou no cenário turístico de Pernambuco até alguns anos atrás se revezando no 1º, 2º e 3º lugares de melhor destino turístico do estado perdendo algumas vezes para Recife e Caruaru, mas as vezes ganhando das duas numa disputa bonita, séria com envolvimento do trade turístico da cidade. A balela vendida pela atual gestão de transformar Gravatá num distrito industrial só fez afastar investimentos, espantar empresários do setor e criar dificuldades para o comércio que está a beira da falência sem nenhuma ação por parte da atual administração que não tem foco, não tem prioridades, não tem projetos, não tema nada, a não ser o espírito de “galo de briga”.

Vamos nos unir e defender o turismo de Gravatá. Caso contrário estremos nós ocupando o GRAVATANIC que aportou na nossa cidade há dois anos e ainda vai ficar mais dois, ou mais seis, dependendo da vontade popular e todos nós sabemos que essa vontade popular é manipulável, comprável e subserviente ao poder.

Gravatá só tem um caminho o turismo. Sem ele podemos fechar as nossas portas, vendermos nossos patrimônios antes que eles se desvalorizem mais e partirmos para outras cidades que ofereçam as condições que aqui não estão sendo dadas e como já está fazendo uma boa parcela de gravataenses procurando outras plagas para sobreviverem.

Vamos ao Portal de Gravatá para dizer que queremos o turismo de volta, que queremos o dinheiro do Governo do Estado para o turismo de Gravatá, que queremos o retorno de nossos grandes projetos grandiosos como Semana Santa e São João, Festival do Frio, Natal Luz e outros e que foram relegados a segundo plano por uma gestão que não tem planejamento e que só sofre acusações de irregularidades.

O caminho de Gravatá é o turismo, o resto é só conversa fiada. E sempre foi assim desde quando Gravatá foi fundada por vaqueiros que faziam daqui pousada para descansar e depois seguir viagem para o sertão levando as suas boiadas.

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