14 de maio de 2015 às 07:47h

Caros amigos corretores de imóveis de todo Brasil,

As novas medidas dos bancos públicos e privados para o financiamento imobiliário nos forçam a traçar novas estratégias para conseguirmos atender aos nossos clientes que buscam realizar o sonho da casa própria e consequentemente, mantermo-nos no mercado.
Sabe aquela cliente que procurou você no mês passado, procurando um apartamento de 3 dormitórios, 2 vagas de garagem, que tinha R$100 mil pra dar de sinal? De acordo com as novas regas do mercado, apresente a ela essas 7 alternativas:
A primeira alternativa que você deve sugerir, se ela estiver com pressa pra se mudar para o imóvel próprio, no caso dele morar de aluguel, é que, primeiramente, aceite as mudanças no mercado e no sistema de financiamento imobiliário (que nesse caso, aceitar a realidade dele e do país é o que vai doer menos e é o que vai permitir ele partir para as outras alternativas e realizar mais rapidamente o sonho de morar num imóvel próprio). Baseado nesse convencimento, parta para a segunda estratégia que é a de mostra-lo que ela ainda tem 6 alternativas. Cercado de um certo otimismo, siga para a terceira alternativa, que é convencê-la de que no curto prazo ela perdeu poder aquisitivo, pois se ela tinha um parceiro que emprestava até 90% do valor do que ela podia pagar em até 35 anos, passou a participar com apenas 50% do valor do imóvel objeto do seu sonho, a partir de agora. Ou seja, se a 30 dias atrás, com a renda dela, a cliente podia comprar um imóvel de até R$500 mil, hoje ela só pode comprar um de R$200 mil.
A quarta alternativa que você deve sugerir a ela é a de continuar a morar alugado, e juntar mais dinheiro pra o sinal do negócio que subiu de R$100.000,00 pra R$250.000,00. A vantagem dessa estratégia é que ela vai poder pressionar o proprietário do imóvel a baixar o valor do aluguel, afinal, com tantas ofertas no mercado, ela encontra um imóvel até melhor do que o que ela mora atualmente, mais barato e até mais perto do colégio dos filhos e juntar a economia do aluguel pra poupar ainda mais enquanto os preços dos imóveis se ajustam à nova realidade. A vantagem dessa estratégia é a que ela na condição de inquilina, facilmente pode convencer o proprietário de que com tantos imóveis disponíveis pra locação e com a tendência de queda dos preços dos aluguéis, caso ele desocupe o imóvel, o locador pode levar um tempo buscando um inquilino para pagar o mesmo aluguel que ele propõe, e esse período de vacância do imóvel é um prejuízo irrecuperável.
A quinta alternativa é mostrar que sem um aumento substancial da sua renda e da sua reserva, o tempo necessário para a realização da compra da casa será maior. Nesse momento você pode oferecer pra ela um consórcio imobiliário, pois com a consciência das duas alternativas anteriores e com o que ela tem para a entrada, ela pode dar um lance e ser contemplado em curto prazo para realizar o sonho de compra o imóvel que ela deseja, ou continuar juntando o dinheiro podendo ser contemplado no sorteio, isso tudo sem juros, com uma taxa de administração em torno de 16% e com até 200 meses pra pagar.
A sexta alternativa, essa a mais delicada de todas, é você sugerir a ela reduzir as expectativas e se satisfazer em adquirir um imóvel menor, quem sabe de uns 70m², com apenas uma vaga de garagem descoberta. O importante é que você não esboce nenhuma reação facial quando propuser essa alternativa, pois a cliente pode pensar que você está brincando.
Por fim e só no caso dela considerar a sexta alternativa, só pra botar o bode na sala, você solta a sétima e última alternativa que é a dela ir morar com a sogra ou com a mãe por uns seis meses.

Alexandre Barbosa Maciel

12 de maio de 2015 às 06:53h

O líder tem que ter bom ânimo, ser forte e corajoso para poder herdar a sua terra prometida

Ontem elencamos os fatores que afetam o desenvolvimento de uma liderança, com destaque para várias situações provocadas por causas externas ou internas.

As causas externas que provocam o desânimo foram frustração, oposição, falta de apoio, novos desafios, ameaças, abandono de pessoas afetivas. Entretanto, muitas causas internas também contribuem para o desânimo e entre estas podemos citar:

  1. Falta de confiança na sua própria capacidade, onde o líder acha que não consegue atender á exigência que a tarefa vai exigir;
  2. Falta de senso crítico e de atenção às críticas que recebe, também ajuda a provocar resultados negativos e assim criar situações de desânimo que se agravam e levam o líder a adoecer;
  3. Vitimização faz um líder sofrer demasiado e parecer que o problema é bem maior do que realmente é e assim ao ficar se lamentando ele deixa de ver as novas oportunidades;
  4. Falta de cuidado com a saúde física, extremo cansaço, estafa, descuido com a alimentação e excesso de bebida alcóolica levam o líder a um estágio de auto destruição que vai afetar o seu desempenho.

Todos esses fatores podem e devem ser controlados por um líder que precisa estar atento ao seu corpo, a sua mente e ao seu espírito.  Comece a mudar as suas rotinas hoje mesmo. Modifique a sua alimentação, comece a fazer exercícios regularmente, busque novas saídas para velhos problemas.

É muito triste um líder desanimado, desmotivado porque isso afeta todos com quem ele se relaciona desde a sua família, ao trabalho, aos amigos, aos seus momentos de lazer e até a sua religião. Se analisarmos os líderes que a Bíblia nos apresenta percebemos que alguns fraquejaram, outros foram substituídos, alguns não concluíram a sua missão. Por exemplo, Elias teve que ceder a sua liderança a Eliseu; Moisés não entrou na Terra Santa.

Portanto, para ser vencedor o líder tem que ser forte e corajoso, ter bom ânimo, ser visionário porque essas são as características que Deus pede aos seus líderes como pediu a Josué: “Seja forte e corajoso, porque você conduzirá esse povo para herdar a terra que prometi….” (Js 1.6).

Portanto a primeira coisa que um líder precisa é ser forte e corajoso. Só assim ele vai herdar a sua terra prometida. Qual é a terra que Deus lhe prometeu? Como você vai tomar posse dos seus sonhos e realizar os seus projetos?

Jesus sempre disse aos seus discípulos “Tenham bom ânimo”, “Eu venci o mundo” e você vai vencer o mundo também ou ser derrotado por ele.

Amanhã continuamos nossa reflexão sobre o desânimo de um líder.

11 de maio de 2015 às 20:09h

Para a crise do mercado imobiliário Rota232 traz para você o consorcio de imóveis

Bancos também vão reduzir os financiamentos bancários e o Santander foi o primeiro a seguir o mesmo caminho que o governo mostrou, tomando a mesma decisão.

Isso significa que quem sonhava com a casa própria vai ter que adiar o seu projeto ou vai ter que investir muito mais do que o que projetou inicialmente. Para completar o quadro nada animador para o mercado imobiliário a Rede Globo no Bom Dia Brasil mostrou exemplos de pessoas que compraram os seus imóveis, não puderam pagar as parcelas e ainda saíram no prejuízo. Na matéria um advogado ainda lançava desconfiança sobre os corretores afirmando que muitas informações não ficam claras na hora do fechamento do negócio e a surpresa só vem depois.

Para oferecer uma nova oportunidade a quem quer realizar o sonho de comprar a sua casa própria a Rota232 traz para o interior o consórcio imobiliário que vai facilitar a vida de quem não tem os 50% exigidos pela caixa e agora pelos bancos e também não quer pagar juros altíssimos.

No consórcio você vai poder fazer a sua inscrição, participar de um grupo, pagar as suas parcelas de acordo com o que você pode pagar, dar o seus lances, ser sorteado, pegar a sua carta de crédito e comprar o imóvel dos seus sonhos.

E isso já vai ser possível a partir da próxima semana. Se você é corretor de imóveis e tem interesse em trabalhar com o consórcio imobiliário e driblar a crise, acesse a partir de segunda feira o nosso site: www.rota232.com.br e passe um e-mail para jornalrota232@gmail.com.

11 de maio de 2015 às 07:44h

A crise do mercado imobiliário existe e não adianta fazer de contas que é ilusão

Amigos não adianta querer tapar o sol com a peneira e fazer de conta que tudo está bem com o mercado imobiliário quando sabemos que não está. Temos uma crise e o que precisamos saber é como vamos superar esse momento.

A mídia coloca no ar a todo instante as dificuldades que o mercado imobiliário está atravessando, alta dos juros, redução de financiamento dos imóveis pela Caixa Econômica Federal, estoque de imóveis acima da média histórica e mais alguns fatores como fuga dos investidores e aporte de capital em outros países mais seguros economicamente, tudo isso tem levado o mercado a fica apreensivo, os clientes a segurarem a vontade de comprar.

Somada a essa situação temos a ausência de estratégias das imobiliárias e construtoras que continuam fazendo a mesma propaganda que faziam antes da crise se instalar como se estivessem no mesmo mercado e com os mesmos clientes.

Hoje nós temos um novo mercado e um novo cliente, um mercado cheio de incertezas e um cliente temeroso de adquirir um imóvel, portanto para um novo mercado, uma nova estratégia, para um novo cliente, um novo atendimento. É hora da criatividade entrar em cena faça uma cesta de pechinchas.

Não vi no dia das mães (ontem) nenhuma mídia criativa por parte dos corretores imobiliários, plantões, distribuição de panfletos, estandes estáticos, bandeirinhas….Tanto fazia o dia das mães como qualquer outro dia e isso se repetiu em todos os estados do país.

Para um mercado em crise, para uma economia incerta e para corretores iguais, não tem saída é só lamentação. Quer fazer a diferença, quer continuar mantendo o seu padrão de vendas ou pelo menos conseguir sobreviver neste momento de turbulência, seja criativo, busque novos clientes, só assim você vai poder atravessar esse momento de crise.

Tem crise sim! O que precisamos é saber como nos comportar na crise.

Escrito por Tomaz da Rota232

6 de maio de 2015 às 08:28h

Rota232 Imóveis vai cadastrar corretores para trabalhar com consórcio no agreste

A partir do dia 17.05 a Rota 232 vai iniciar o cadastramento dos corretores imobiliários que desejem integrar o grupo Consórcio Imobiliário formado pela Rota232 para oferecer aos seus clientes a oportunidade de realizarem o sonho de terem a sua casa própria.

Inicialmente o cadastramento será feito nas cidades de Gravatá e Caruaru, através do site www.rota232.com.br/consórcios cujo link será lançado na próxima semana.

Com essa grande novidade o corretor vai ter a chance de melhorar as suas vendas e o cliente não ficar amarrado as altas taxas de juros dos bancos e nem ao limite de 50% do valor do financiamento imposto pela Caixa Econômica Federal para aquisição do imóvel.

Portanto, aguardem que a Rota232 já está preparando o material de divulgação, dessa que será a maior novidade do mercado imobiliário do interior nos últimos anos.

Veja as vantagens de se fazer um consórcio imobiliário:

Parcelas a partir de R$ 346,08 e sem juros.

Contemplações mensais por meio de sorteio e lance:

Possibilidades de utilizar seu FGTS para ofertar um lance ou complementar o crédito.

Créditos de R$ 55 mil a R$ 500 mil e até 200 meses para pagar.

Possibilidade de utilizar até 30% do crédito como lance.

Mais de mil clientes contemplados por mês. Mais de 50 bens entregues por dia.

5 de maio de 2015 às 16:21h

Novas regras da Caixa Econômica puxarão os preços dos imóveis para baixo e os aluguéis para cima

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Milhares de brasileiros que pretendiam comprar um imóvel ficarão a ver navios. A Caixa Econômica Federal, responsável por 70% dos financiamentos imobiliários do país, mudou as regras do jogo. Para os imóveis que valem até 750 mil reais, a entrada mínima de 20% passou para 50%. Ou seja, quem não tiver na mão metade do valor total, não consegue financiar o restante. Já para os imóveis que valem mais de 750 mil reais, a situação é ainda mais complicada. A entrada passou de 30% para 60% do total. As alterações valem para os imóveis usados.

Mesmo se as regras não tivessem mudado, o setor já enfrentaria problemas. É o que mostra o balanço do primeiro trimestre feito pela Abecip (associação do crédito imobiliário): pela primeira vez desde 2002, houve queda no financiamento imobiliário. E a decisão da Caixa de reduzir o teto só reforça essa tendência para os próximos meses.

Primeiro, porque a debandada da poupança continua. E, como os depósitos em poupança são a principal fonte de recurso para os bancos oferecerem financiamento, o jeito é fechar a torneira e reduzir o volume oferecido (reservas secando a níveis críticos, pessoas obrigadas a diminuir o consumo… poupança tem volume morto?).

De acordo o analista da JP Morgan Marcelo Motta, para continuar emprestando sem poder usar o dinheiro da poupança, a Caixa tem de arcar com um custo mais alto, o que significa aumentar os preços do empréstimo e tirar os incentivos dessa linha. “O empréstimo continuará ficando mais difícil e mais caro, dado o nível de juros e o fato que o estoque de poupança está acabando”, afirma.

Mas as complicações não param por aí.

Segundo o economista e pesquisador Eduardo Zylberstajn, coordenador do índice FipeZap, a dificuldade para adquirir um imóvel terá duas consequências. A primeira é mais imediata e menos impactante. Trata-se do aumento da demanda por locação e o consequente aumento do preço dos aluguéis. Acontece que, como a renda da população está em queda, não há margem para esses valores subirem demais — ou não haverá quem pague por eles.

A segunda consequência é a diminuição do valor de venda dos imóveis. Até 2012, o Brasil aparecia entre os países que tiveram as maiores valorizações imobiliárias. De lá para cá, porém, o cenário mudou. No ano passado, o crescimento foi de apenas 0,9%, enquanto o Reino Unido registrou alta de 9%. E o que teremos neste ano é uma queda real de até 3% nos preços, previsão que já vem se desenhando desde o início deste ano.

Na China, depois de vinte anos de expansão, a desaceleração do mercado imobiliário e da construção civil foram de tal ordem que até o sistema bancário ficou ameaçado. Com uma experiência como essa no horizonte, cabe ao Brasil todo o cuidado e atenção para evitar que o momento atual avance em direção a cenários econômicos ainda mais complicados.

 

Por Mariana Barros
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3 de maio de 2015 às 06:00h

QUANDO INVESTIR EM TECNOLOGIA É CUIDAR DE GENTE

É muito comum encontrar textos, conselhos, cases, palestras e cursos que enfatizam o cuidado que a empresa deve dispensar aos seus clientes. Nada errado com isso. É básico mesmo para que uma organização tenha longevidade qualitativa e quantitativa nesse mercado tão mutável.

Mas, há uma espécie de dever de casa para que os líderes possam conduzir suas equipes para essa visão e prática de cuidar dos clientes….sabe qual é? O cuidado com as pessoas das equipes. Antes de serem profissionais, um número de registro, são seres humanos, com sentimentos, sonhos e pensamentos próprios.

Há muitas maneiras de se cuidar de gente dentro da empresa e o líder precisa perceber isso.

Uma dessas formas é o investimento em tecnologia. Como assim?, poderá estar se perguntando o leitor. Simples. O que é tecnologia? Seria apenas investir em equipamentos? Não. Isso é parte das tecnologias disponíveis para a humanidade, criadas pelo espírito criativo e empreendedor de seres tão especiais e generosos.

Tecnologia é conhecimento, é modo de fazer, de conhecer, de usar, de atender, de vender, de inventar, de recriar, de inovar…Tecnologia é alguma forma de conhecimento, de prática…

Quando o líder investe nos aportes, apoios, ferramentas tangíveis e intangíveis para sua equipe, sua gente, ele está diretamente investindo no bem-estar dos profissionais. Pergunta com resposta óbvia: é alta ou baixa a possibilidade de uma pessoa que é bem cuidada, atender bem a outras pessoas (nesse caso, o cliente)?

Assim é que o líder sai de um imobilismo, de uma falta de criatividade e move-se diretamente para investir em algo que, necessariamente, não precisa ser grandioso e a “última novidade em tecnologia”, mas precisa ser algo que agregará não somente à produtividade, mas  também ao conforto dos liderados, do aumento do prazer por servir aos clientes, porque a empresa investe em melhoramentos contínuos de processos e na inclusão de tecnologias…

Claro está que muitas empresas e lideranças fazem isso apenas em busca de maiores lucros e para aumentar a performance dos profissionais e isso não está errado. Está certo. Porém, o que fará o liderado, a pessoa que serve na empresa, sentir-se cuidada é a atitude com que o líder faz tal investimento. Postura interna, intencionalidade, sinceridade para oferecer melhores condições de trabalho.

Boa parte das reivindicações dos profissionais das mais diversas áreas dizem respeito às condições materiais e de treinamentos para realizarem suas funções.

Veja que se o líder ficar atento ao que é solicitado pelas massas de trabalhadores pelo mundo afora, vai perceber que investir em tecnologia é reduzir riscos de acidentes e de adoecimento da equipe. E isso faz uma enorme diferença.

No meu trabalho de consultor e treinador de líderes e equipes, o que mais encontro, atualmente, nas empresas é o adoecimento psíquico. Essa carência me inspirou a criar uma consultoria específica de escuta para as equipes. A empresa precisa auscultar sua gente, ouvir seus profissionais, porém, é preferível que faça isso por meio de profissionais externos e com neutralidade emocional em relação ao ambiente da empresa.

Um líder conectado com as necessidades mais importantes dos profissionais que compõem sua equipe percebe rapidamente o quanto o clima organizacional precisa ser aperfeiçoado e, ao cuidar do bem-estar das pessoas dentro da empresa, estará gerando um movimento que transborda da equipe para o cliente, numa ciclo virtuoso de crescimento qualitativo dos serviços, produtos e das relações com os clientes.

Esse é o desafio: compreender que não há nada de contraditório em investir em tecnologia visando o cuidado com as pessoas, os maiores valores que uma empresa dispõe e que a eles deve todo seu avanço no mercado, mas, sobretudo, a gratidão que despertará em tantos seres humanos que emprestam seus talentos para servir e expandir negócios todos os dias, na maioria das vezes, de forma silenciosa…

Mas, cabe ao líder ter ouvidos para ouvir o que se passa no nível mais sutil da sua equipe. Onde há pessoas é preciso dedicar cuidados e atenção, portanto, investir em tecnologia, em conhecimento, poderá ser o passo primordial…

Vamos, Líderes?

 

aluisio*Por Aluísio Alves: Treinador de Líderes e Equipes. Palestrante. Educador, Psicanalista e Escritor. Doutor em Educação. MBA em Gestão Empresarial e Administração Hospitalar. Gerente e Diretor do HC Uberlândia (2001-2010).aluisioalves17@gmail.com     (34) 8419 0227 (Triângulo Mineiro) e (35) 9148 1762  (Sul de Minas)        www.yashimek.com.br  -*Realiza Coaching, Palestras & Cursos – Atendimentos em todo o Brasil.

2 de maio de 2015 às 09:45h

A importância da escritura pública na aquisição de um imóvel

Danyelle Duarte

Danyelle Duarte

A escritura pública é um documento elaborado em cartório, por agente que detém a função pública. Esse documento é apto a ser registrado no cartório de imóveis, transmitindo a propriedade de determinado bem imóvel.

O Código Civil Brasileiro no art. 108 dispõe que a escritura pública é essencial aos atos relativos aos bens imóveis com valor superior a trinta vezes o salário mínimo. Assim vejamos: Art. 108. Não dispondo a lei em contrário, a escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos que visem à constituição, transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis de valor superior a trinta vezes o maior salário mínimo vigente no País.

A Escritura Pública é necessária para dar validade formal ao ato jurídico exigido em nossa legislação, proporcionando segurança jurídica às pessoas que a formalizam no Cartório de Notas.

Assim, haja vista a importância da regularização dos registros dos imóveis urbanos e rurais, para efeito de transferência dos direitos de posse e de propriedade, necessário se faz esclarecer a distinção entre esses dois direitos e a importância de suas respectivas Escrituras Públicas: a de Cessão de Direitos de Posse e a de Compra e Venda.

A Posse e a Propriedade são direitos distintos.

De tal modo aquele que compra um imóvel que possui registro imobiliário no Cartório de Registro de Imóveis de seu município de localização está adquirindo a Propriedade Plena do referido imóvel, ou seja, está adquirindo o Direito Real sobre esse imóvel comprador, ou seja o comprador tem o domínio e a posse, gerando sua propriedade sobre o bem adquirido.

Sendo assim, na compra um imóvel que já possui número de matrícula imobiliária, deve-se, para assegurar o seu bem, lavrar uma Escritura pública de compra e venda, que é o Instrumento Jurídico legal para a obtenção da propriedade.

Assim, essa Escritura Pública de Compra e Venda deverá ser encaminhada ao registro no Cartório de Registro de Imóveis do Município de localização do imóvel (art. 1.227 e 1.245 do CC) para que seja efetuada a transferência de propriedade do referido imóvel.

Aquele que compra um imóvel que não possui registro imobiliário no Cartório de Registro de Imóveis de seu município de localização está adquirindo somente a Posse do referido imóvel, ou seja, está adquirindo apenas o Direito Pessoal de exercer a posse desse imóvel comprado.

A posse, como já dito, não tem acesso ao registro no Cartório de Registro de Imóveis, porque é instituto estranho à sistemática do registro imobiliário brasileiro. Isto porque, nenhum efeito, quer constitutivo, quer meramente publicitário, se poderia extrair do ordenamento jurídico para o registro da posse.

Quando se deseja comprar um imóvel não registrado no Cartório de Registro de Imóvel, deve-se lavrar uma escritura pública de cessão de direitos de posse, pois o vendedor/cedente detém somente a posse do imóvel, mas não é o proprietário jurídico/legal. O vendedor/cedente cede a posse que lhe pertence ao comprador/cessionário, que a manterá até que possa obter do Poder Judiciário a propriedade plena do imóvel comprado, através de uma ação de usucapião (art. 1.238 a 1.244 do CC).

No ato de lavratura dessa Escritura Pública de Cessão de Direitos de Posse não há incidência do Imposto Transmissão “ Inter-Vivos” (ITBI).

O Instrumento Jurídico Legal para a obtenção da propriedade plena junto ao Poder Judiciário, através da Ação de Usucapião, é a escritura pública de cessão de direitos de posse.

Uma vez obtida a Sentença Declaratória de Usucapião, o comprador/cessionário fará o Registro do referido imóvel junto ao Cartório de Registro de Imóvel competente e assim obterá a sua propriedade plena (art. 1.241 e § único do CC).

Importante esclarecer que o Contrato Particular de Compra e Venda, com ou sem o reconhecimento das assinaturas das partes, não tem a Fé Pública dada pelo Tabelião e portanto não tem a forma e nem os efeitos jurídicos legais de uma Escritura Pública.

Em ambos os casos, as referidas Escrituras Públicas (Cessão de Direitos de Posse e de Compra e Venda) devem ser lavradas no Cartório de Tabelionato de Notas onde está localizado o imóvel, uma vez que o Tabelião do seu município identifica pessoalmente as partes e as reconhece juridicamente, dando sua fé pública.

Então o famoso jargão “Só é dono quem registra” somente tem validade, como a própria frase menciona, quando houver a regularidade na transação no Cartório de Registro de Imóveis da circunscrição do mesmo.

Assim, para evitar maiores aborrecimentos, quando da compra do imóvel faça uma busca no cartório competente para saber se o mesmo é apenas uma posse ou se tem um registro imobiliário. Desta forma, você poderá assegurar melhor o seu direito e evitar grandes amuamentos.

Por Danyelle Duarte