1 de novembro de 2015 às 07:52h

“O sonho roubado de Terezinha de Maceió”

Contos domingueiro com Tomaz da Rota 232

Terezinha de Maceió decidiu montar uma loja na sua casa para vender produtos da feira de Caruaru. E na casa dela era realmente ela quem tomava as decisões. Não aguentava mais se preocupar ou se “aperriar” como ela costumava dizer na sua linguagem popular com aquela situação de tem e não tem. E isso acontecia a cada vez que o marido dela que era pedreiro  ficava sem trabalho.

Quem deu a ideia de abrir a loja foi Creusa, sua amiga, que toda semana ia para Caruaru comprar roupas de jeans e outros tecidos para vender no seu bairro. Com ela acertou os detalhes da viagem no ônibus que transportava os “sulanqueiros”, esse era o apelido dado a todos que se dirigiam à feira de Caruaru e que ficou conhecia como a feira da Sulanca, por vender o tecido chamado “helanca” que vinha de São Paulo, dai surgiu o nome “Sulanca” da junção de Sul + Helanca = Sulanca.

Durante muito tempo o termo Sulanca foi considerado perjorativo e representava o comércio de roupas de baixa qualidade, mas com o tempo venceu esse preconceito e se transformou no maior atacado de roupas e outros produtos que eram vendidos a centenas de comerciantes que vinham de todos os estados em ônibus fretados e entre esses estava Terezinha de Maceió.

Ela ficou encantada com o tamanho da feira de Caruaru e comprovou o que se cantava na música de Onildo Almeida: “Na feira de Caruaru tem tudo que a gente quer…”.  Tinha tudo mesmo! Ela estava impressionada com todo aquele movimento. Nunca tinha visto tanta gente junta num só lugar, a não ser na procissão da padroeira da sua cidade.

Ela já tinha gasto o dinheiro da indenização do marido na reforma da sua casa a fim de adaptá-la para a lojinha que ia abrir, e sem pagar aluguel. O quarto que dava para a rua, foi fechado e a parede da frente derrubada para dar lugar a uma porta de “correr”, dessas feitas com chapas de alumínio que se unem e que se enrolam na parte de cima quando é fechada. Ela ficou emocionada quando viu o espaço já se parecendo com um estabelecimento comercial, falatndo apenas os produtos que ela ia trazer na próxima semana e com a placa em cima da porta: “Terezinha Presentes”.

No banco, solicitou um empréstimo de cinco mil reais para poder comprar os artigos e assim encher a sua lojinha e, finalmente, ter a sua sobrevivência e a de seus filhos garantida, sem ficar mais preocupada com cada vez que o marido fosse demitido ou quando terminasse uma obra que estava fazendo.

Com a cabeça cheia de sonhos e com o dinheiro do empréstimo na bolsa ela embarcou no ônibus junto com Creusa para a tão sonhada Feira de Caruaru. As seis horas da tarde o ônibus partiu. Seriam cinco horas de viagem e chegaria lá na feira por volta das onze da noite, pois a feira começava na noite da segunda para a terça e terminava pela manhã.

Na feira de Caruaru tinha de tudo mesmo – continuava pensando ela – enquanto andava pelas centenas de corredores e becos que se formavam entre as fileiras dos bancos que eram montados e desmontados a cada segunda feira, com exceção de alguns boxes que eram construídos em alvenaria de forma permanente e conhecido como Parque 18 de maio. Esses boxes também formavam corredores compridos que se enchiam de bugigangas e produtos como artesanato, sapatos, roupas, redes, mantas e ainda tinha a feira do Paraguai, batizada com esse nome por ser específica de produtos importados daquele País.

Eram relógios, artigos eletrônicos, ferramentas, tevês, rádios, bonecas e muito mais e tudo contrabandeado ou pelo menos a grande maioria e era justamente ai que residia o sonho de Terezinha. Comprar quatro mil reais de produtos importados, montar a sua loja e fazer esse roteiro toda semana, ganhando o seu dinheiro para sustentar a sua família.

Depois de andar muitos quilômetros entre os bancos da feira, e muitas vezes ser literalmente levada pela correnteza de gente que transitava pelos corredores, Terezinha de Maceió, foi comprando as suas coisas. Uma aqui outra ali e foi juntando em sacolas enormes que eram vendidas aos sulanqueiros, que também eram conhecidos como “sacoleiros”.

Quando terminou de fazer as suas compras foi atrás de um “carroceiro” que eram os transportadores que carregavam as compras dos comerciantes.

As carroças se pareciam com uma letra “L” deitada, como uma cama com espelho e com duas rodas. Tinha dois metros de comprimento por 70 cm de largura e era puxada pelos carroceiros que andavam rapidamente mesmo em ruas apertadíssimas e apinhadas de gente. E era justamente por isso que muitos se aproveitavam e roubavam as mercadorias adquiridas com dificuldade pelos pobres sulanqueiros, pois entram num beco, sai no outro e num descuido do dono da mercadoria eles se desviam e desaparecem, entram num dos muitos becos e tchau, sumiu com a carroça e com as mercadorias e quando o comerciante percebe já é tarde. Perdeu tudo.

E foi justamente isso o que aconteceu com Terezinha de Maceió que foi mais uma vítima de um carroceiro desonesto. Não são todos, a maioria dos carroceiros trabalham com honestidade e já são conhecidos dos comerciantes, mas alguns são verdadeiros gatunos que se aproveitam da ingenuidade dos humildes sacoleiros. Aquele que Terezinha contratou para levar as suas mercadorias dos bancos onde adquiriu os produtos, até o estacionamento onde estava o ônibus, era um dos desonestos.

Depois de colocar todas as mercadorias na carroça e amarrá-las, o carroceiro pediu que ela fosse na frente abrindo caminho e inocentemente ela aceitou a sugestão. Ao invés de seguir o conselho de Creusa que mandou ela ir atrás da carroça e não perder o carroceiro de vista ela obedeceu ao carroceiro e foi na frente. Assim ia Terezinha na frente da carroça que carregava o seu sonho e de vez em quando olhava para trás a fim de ver os seus produtos.

De repente quando olhou para trás mais uma vez, não viu mais nem a carroça e nem o carroceiro. Seu coração disparou. Lembrou dos avisos de Creusa e começou a chorar e a gritar pelo carroceiro que nem sequer sabia o nome e a perguntar a um e a outro se tinham visto um carroceiro assim e assim. O problema era que todas as carroças eram iguais e todos os carroceiros parecidos. Correu pra lá, correu pra cá e nada. Desesperada e quase tendo um “treco”* seguiu a orientação de um feirante e foi até a rádio do parque para apelar ao carroceiro que entregasse as suas mercadorias.

Foi também na delegacia do turista e prestou queixa contra o carroceiro que havia roubado os seus produtos. Agora ela já assumia que tinha sido roubada e sabia que o seu sonho tinha sido roubado junto e sabia também que nunca mais veria as suas mercadorias. Iria voltar para casa sem nada para botar na loja, com o marido desempregado e com  as prestações do empréstimo para pagar.

Terezinha era só mais uma sacoleira que voltava para casa depois de ser furtada na feira de Caruaru, comprovando a máxima de que “pobre” só rouba de “pobre”.

*Treco; mal súbito, passamento, desfalecimento na linguagem popular. Também representa coisas que não tem valor.

Severino Tomaz de Aquino é jornalista, escritor e membro da Academia de Letras e Artes de Gravatá – ALAG.

29 de setembro de 2015 às 06:00h

ORIENTAR E COMANDAR: O QUE DISTANCIA E O QUE APROXIMA O LÍDER E A EQUIPE?

As tentativas de harmonizar práticas de comando e habilidades para orientar tem sido antigas e constantes na empolgante relação dos líderes com as equipes. Há um desejo muito forte de se conseguir ser amistoso, respeitoso e fraterno com as pessoas que compõem as equipes e, ao mesmo tempo, conseguir ser diretivo, comandar os profissionais para os resultados esperados pela organização. Trata-se, de fato de um tipo de dilema para muitos. Para alguns líderes isso não é uma questão relevante. Por quê?

O ponto crucial aqui em questão é a segurança pessoal do líder. Sem “confiar no próprio taco”, lamentavelmente, muitas lideranças se apagam ou se tornam sem energia realizadora em pouco tempo. Liderar é apontar caminhos, assumir riscos e se responsabilizar pelas eventuais inconformidades nos resultados da equipe.

Orientar situa-se no campo da ação de ensinar, mostrar o “como”, é ser uma espécie de professor. Líderes que se negam a orientar, quando tentam comandar a equipe, tem sérias dificuldades porque para que os profissionais compreendam os comandos, é necessário que sejam treinados, orientados previamente. Como ilustração, basta lembrar de cenas de filmes de comédia em que determinado personagem grita: “Esquerda”, os comandados começam a se movimentar em direções diferentes e a chocar entre si…verdadeiras trapalhadas dignas de riso, comédia, portanto.

Longe de ser algo que acontece só na ficção, encontro com muita frequência no interior das empresas e organizações a quem presto consultorias e coaching, mutos líderes desesperados e muitas equipes sem produtividades porque, da parte da liderança, recebem poucas orientações, falta muito para que nossos líderes se soltem para praticar a assertividade, ter a paciência para orientar…querem, refiro-me à maioria dos que conheço, somente mandar, dar ordens, comandar. Quando inicio uma atividade de sensibilização de chefes de setores, coordenadores, gerentes, dirigentes e gestores, imediatamente percebem que a falha está em si mesmos porque não haviam percebido que é preciso orientar com clareza, respeito e paciência até que a equipe funcione como uma orquestra. Antes de pegar a batuta e reger (comandar), é preciso ensaiar, treinar…

Não tenho tempo para isso tudo, pode estar questionando o leitor neste momento. Não ponho em dúvida essa escassez de tempo, afinal, é muita reunião, relatório, prestação de contas, imprevistos, enfim, a vida da empresa é, como tudo neste mundo, dinâmica e cheia de surpresas boas e ruins. Mas mesmo concordando com esse argumento, preciso dizer que o Líder deve ser exemplo em administrar o seu tempo. Se ele não administra, como poderá orientar e comandar a equipe para a otimização do tempo?

Quem usa mal o tempo disponível é o primeiro a reclamar da brevidade do tempo! Um pouco dura esta afirmação, não é? Mas, isso é mais devastador do que não ter tempo para orientar a Equipe, não acha?

O que está na base desse desconforto que líderes sentem quando precisam comandar é exatamente a insegurança quanto à orientação à equipe? Noutras palavras: por saber que não orientou  como poderá dialogar com a equipe?

Então, está posto o desafio, Líderes: equalizar suas habilidades para orientar, dizer para que direção a equipe precisa se mover, o que espera de cada profissional, com a autoridade (não é autoritarismo!) para comandar, dar voz para sua visão, mover a equipe com o poder pessoal com o qual está em perfeita sintonia, assumindo os lugares e as posturas que cabem aos Líderes.

Orientar e comandar: que tal retomar agora essas habilidades?

aluisio alves Por Aluísio Alves: Treinador de Líderes e Equipes. Palestrante. Educador, Psicanalista e Escritor. Doutor em Educação. MBA em Gestão Empresarial e Administração Hospitalar. Gerente e Diretor do HC Uberlândia (2001-2010).aluisioalves17@gmail.com (34) 8419 0227 (Triângulo Mineiro) e (35) 9148 1762 (Sul de Minas) www.yashimek.com.br -*Associado à Yashimek – Coaching, Palestras & Cursos – Atendimentos em todo o Brasil.

30 de novembro de 2014 às 05:00h

Adoração

Há um entendimento muito pálido a respeito do significado do termo adoração e a prática não corresponde.

O povo cristão, infelizmente, sabe como ninguém pedir a Deus; quanto a agradecer, poucos se lembram e poucos sabem;  mas adorar a Deus, 99% desconhecem.  Muitos entendem que adorar é cantar e bater palmas. Outros confundem louvar com adorar.  Até os dicionários fazem essa diferença. O rei Davi era especialista em adorar.  Se muitos cristãos sentissem desejo de estudar a Bíblia com atenção e também de aprender, bastaria ler alguns Salmos que ensinam formas de adoração ao Senhor.  Nunca foi proibido louvar nas igrejas.  O Salmo 22.3 diz que  “Deus habita entre os louvores de Israel”.  O Salmo 47.1 diz:  “Cantai com voz de triunfo”.  O Salmo 105.2 diz:  “Cantai-lhe e falai de todas as suas maravilhas”.  Há maneiras agradáveis de cantar e louvar ao Senhor com alegria. Até os hinos do Cantor Cristão podem ser cantados com voz de triunfo sem a histeria dos louvores.

Adorar é expressão, é engrandecer, é exaltar o nome de Deus como fez o salmista.  Adoração é a vida, é uma disposição de espírito na vida, é uma decisão interior de andar em gratidão a Deus.  Todas as classes de pessoas procuram a Deus, como ricos, pobres, sábios e ignorantes, mas ninguém adora, só pede.

Os evangelhos trazem dezenas ou centenas de formas de adoração, por exemplo:  os magos vieram adorar o menino Jesus e não cantar e bater palmas  (Mateus 2.2);  a mulher cananéia chegou e o adorou  (Mateus 15.25);  a mãe de Tiago e João aproximou-se de Jesus, primeiro O adorou e fez um pedido  (Mateus 20.20); o cego de nascença quando encontrou Jesus no templo, creu e O adorou  (João 9.38).

Os cristãos de hoje cantam mais do que os antigos.  Só que os antigos cantavam melhor, isto é, cantavam uma teologia pura como preparo para a mensagem.  O Cantor Cristão, repleto de hinos inspirados, escritos por pessoas ungidas e desinteressadas em lucros, foi desprezado e, nos cultos, para não desagradar, canta-se um hino qualquer do Cantor Cristão no mesmo ritmo dos que se cantam nos velórios, isto é, sem a alegria e animação dos louvores.  Parece até que se tornaram  “feios”  para a igreja moderna. Substituíram o Cantor Cristão pelo histerismo gospel.

O Senhor Jesus como o homem dos grandes exemplos, a única vez que cantou foi na noite da traição (Mateus 26.30). Cantou e retirou-se para o monte das Oliveiras.  Outro exemplo é o de Paulo e Silas no cárcere de Filipos que cantaram na prisão (Atos 16.25).  O propósito daqueles homens de Deus, a começar pelo Senhor Jesus, era anunciar o evangelho e anunciá-lo com sinais.  A Bíblia diz: “Estes sinais seguirão os que crerem”  (Marcos 16.17), mas está o contrário, os que acham que crêem estão atrás de sinais.  Já ouvi alguém dizer:  “Gosto de tal igreja por causa dos louvores”.

Dos anos 90 para cá, o Brasil foi sacudido pela música gospel.  Inicialmente era branda, sem interesse comercial, mas ultimamente, surgiram gravadoras em quantidade e o alvo da adoração foi trocado pela disputa. O sonho de muitos jovens converteu-se na fama e em ganhar dinheiro.  Alguém já comentou que se trata de um negócio milionário para as gravadoras com lucros para renomados líderes.  Quem canta é muitas vezes explorado por abutres da alma e só até quando servem, porque depois são descartados.  Depois da decepção, saem por aí frustrados visitando igrejas, cantando, dando seus testemunhos, contando como foram salvos por Jesus e, ao mesmo tempo, falando mal das gravadoras.  É um testemunho de contrastes.  No final dos cultos, tentam vender CD´s em portas de igrejas para sobreviver.  Quem desta maneira iniciou a vida de cantor, nem sempre estava adorando a Deus, mas praticando uma histeria gospel para auferir lucros.

Melhor ter um emprego e cantar por amor.  Algumas igrejas de capitais convidam cantores para apresentarem verdadeiros “shows” aeróbicos e, com isso, a igreja consegue levantar grandes ofertas. Cantor virou grande negócio nos púlpitos. Tornou-se descanso para pregadores sem ânimo de pregar.  O tempo de pregação é substituído por cantores.  Alguns pregadores quando assumem o púlpito, costumam dizer cheios de satisfação e convicção:  “Irmãos, poderíamos dizer amém, encerrar o culto e irmos para casa”.  Tudo em razão dos louvores.

 

Enquanto adoração no meio evangélico for sinônimo de histerismo, de apresentação aeróbica, de pisa da cabeça do diabo etc, não estaremos adorando ao Criador.  Parece até que um momento de silêncio numa igreja poderá deixar pessoas deprimidas.  Cantam muito, mas não adoram nada.  Cantor tem que cantar por amor.  Faz-se adoração em proveito próprio.  Trata-se de uma guerra de vaidade e disputas.  Alguns grupos não se falam, brigam e são pessoas sem compromisso com o evangelho, mas com os lucros.  Todos querem chegar primeiro, mas não se sabe onde.

 

Por Eliezer Andrade

21 de novembro de 2014 às 04:58h

Quo Vadis?

A expressão latina  “Quo Vadis”  tem sua origem nas Escrituras Sagradas quando o Senhor Jesus falava de Sua morte e ressurreição aos discípulos e, ao mesmo tempo, os confortava mencionando a vinda do Consolador ou Espírito Santo para estar com eles, dizendo:   “Mas, agora, vou para junto daquele que me enviou, e nenhum de vós me pergunta:  Para onde vais?”  (Evangelho de João 16.5).   Assim, a expressão interrogativa  “Quo Vadis?”   tem como tradução, “Para onde vais?”  ou  “Para onde caminhas?”.

  Com os desmandos e os escândalos noticiados todos os dias em nosso País pela imprensa falada e escrita e por outros meios de comunicação, não seria de estranhar que depois de cerca de dois mil anos da morte de Cristo, milhões de brasileiros podem estar repetindo a mesma pergunta:   “Para onde estamos indo?”  ou  “Para onde estamos caminhando?”

Assustado com a falta de vergonha do povo brasileiro e bem assim dos que estão no poder, o psicanalista ítalo-brasileiro, Contardo Calligaris, escreveu uma série de artigos fundamentando   “o comportamento das pessoas em relação à moralidade e mostra que há sociedades reguladas pela vergonha e outras pela culpa”.   No caso dos brasileiros, diz ele, “estes dão um ‘nó’ na antropologia em particular e nas ciências sociais em geral”.   E continua:   “A vergonha é escassa e seria de se esperar que houvesse culpa, mas o sentimento de culpa é abrandado pela impunidade”.  Destarte, de impunidade em impunidade, a culpa e a vergonha vão cauterizando a mente para não se sentir vergonha nem culpa, por mais vergonha e culpada que seja a ação.   Como vergonha e culpa são da condição humana, aquela é conseqüência desta e esta deve nos levar a sentir vergonha.   Na oração do profeta Daniel, ele diz:  “Ó Senhor, a ti pertence a justiça, mas a nós, o corar da vergonha”  (Daniel 9.7).

Quer nos parecer que esta falta de vergonha tem conduzido o homem público brasileiro a sentir prazer em cada erro que comete.   Não se contenta com a posição elevada que alcançou, não se satisfaz com os recheados salários e vantagens que percebe e prefere não resistir às falcatruas que levam à ruína moral.   Não imagina que a sociedade reprova em maior grau a perversidade do sujeito que se utiliza desses meios criminosos sem delimitação precisa.  Desconhece que Deus não existe para satisfazer as ambições humanas, os desejos e os apetites de consumo.  Nunca o Brasil teve proporcionalmente tantos ricos como na atualidade, sendo que grande parte dessa riqueza é de origem nebulosa, injusta e duvidosa.  Alguém já disse que  “O que determina a nossa vitória é o tamanho do nosso adversário”.   Nem sempre o vitorioso foi honesto na sua trajetória, mas venceu pelas facilidades oferecidas.  A ordem é:   trabalho, boa administração e fidelidade porque expectativa não correspondida gera frustração e vergonha.

Tivemos o chamado “mensalão” e agora o “petrolão” que alimentou e continua alimentando  mentes insanas de canalhas  inebriados pela exacerbação da ambição e pelo apoio dos eternos oportunistas sempre a serviço da enganação.  São seres humanos de boa formação acadêmica, que se deixam envolver em seus pensamentos mórbidos e aprendem a gostar das próprias coisas que destroem a paz de espírito.   São idealistas em demasia que desprovidos de ambição racional, querem triunfar pelo caminho mais fácil.    Um homem íntegro deve ser imparcial, inatacável e irrepreensível.  Falta de integridade nada mais é do que não querer entender os deveres e responsabilidades sociais.  Enquanto o grupo criminoso envolvido nos escândalos da Petrobras, Petrolão e quem sabe, da Eletrobras se espreme para tentar enganar a Justiça e a sociedade, poderíamos repetir:    “Para onde estamos indo?”

Por Eliezer Andrade

23 de outubro de 2014 às 05:00h

Passeata conscientiza sobre prevenção do câncer de mama em Gravatá

Ação é realizada por alunos na Educação Adventista em parceria com a rede pública de ensino

A importância de realizar exames periódicos e diagnosticar precocemente o câncer de mama será tema de passeata no próximo sábado, 25 de outubro, no Centro de Gravatá, Agreste de Pernambuco. A iniciativa será realizada por estudantes do Instituto Adventista Pernambucano de Ensino (IAPE) em parceria com alunos da rede pública de ensino. A ação faz parte da campanha “Outubro Rosa”, que tem o objetivo de compartilhar informações sobre o câncer de mama e promover a conscientização sobre a doença.

A concentração será às 9h na Praça Rodolfo de Morais, situada em frente à Prefeitura de Gravatá. Em seguida os estudantes seguem para a Praça Pedro Joaquim de Souza, depois para a Praça Aarão Lins de Andrade e retornam à Prefeitura. São esperados 600 participantes. O percurso será guiado por um carro de som que vai alertar a população sobre o assunto. Durante a passeata haverá a distribuição de panfletos informativos do Instituto Nacional de Câncer (INCA), de revistas com dicas sobre saúde e do livro missionário A Única Esperança.

OUTUBRO ROSA NA SALA DE AULA – Durante esta semana, as aulas do Instituto Adventista Pernambucano de Ensino, localizado na BR 232, em Sairé, buscam conscientizar os alunos sobre a importância da prevenção do câncer de mama. O assunto é contextualizado nas aulas biologia, matemática e geografia, na quais são repassadas informações sobre a prevenção e o tratamento; as estatísticas da doença e análise das regiões do Brasil onde há grande incidência de casos.

15 de outubro de 2014 às 10:02h

O Dia do Professor

O dia 15 de outubro é uma data dedicada ao professor. Alguns estudiosos afirmam que a humanidade evoluiu muito nestes últimos séculos, que o aperfeiçoamento da máquina fez desaparecer as fantasias poéticas, que a educação tomou novos rumos, prejudicando em parte as conquistas morais da civilização moderna tanto no campo intelectual quanto no campo social e até religioso, que o homem se sujeitou mais a si próprio, aos seus interesses materiais, corrompendo-se, deixando para trás a vida puramente espiritual.

Para um grupo menos otimista, desde que afetada a vida puramente espiritual, é provável que muitos homens, especialmente os de formação superficial, motivados por pressões particulares, vivam se digladiando e flutuem no convívio social de modo inconveniente, infringindo os mais elementares princípios das normas convencionais de decência e polidez. Desapareceu o espírito de solidariedade.

O professor é alguém que não pode se associar a essa forma de vida. É incontestável que o professor tem um ideal e, ao mesmo tempo tem o dever de, a todo o custo tentar modificar esse deformado quadro e jamais contribuir para o seu desenvolvimento. A educação é definida como um processo social sujeito a transformações constantes e se destina a criar uma nova consciência no indivíduo e no grupo eliminando a leviandade, a ignorância e a imoralidade.

Por isso, o professor que exerce a nobre tarefa de educar, não deve fomentar esse quadro deprimente e imoral dos nossos dias, com o pretexto de propiciar a liberalidade, confundida pelos incautos com a libertinagem e a falta de respeito, contribuindo para a degradação moral da educação e da própria instituição, além de ver ridicularizada a sua imagem de professor. Em suas obras “Pedagogia da Autonomia” e “Pedagogia da Indignação”, Paulo Freire aborda de modo incisivo a temática denominada de “ética universal”. Diz ele que “os educadores devem exercitar uma ética inseparável da prática educativa que deve se concretizar no cotidiano e dela dar testemunho”.

O fato de alguns governantes pouco relevarem a importância da educação, ao professor incumbe dedicar-se com amor à tarefa de educar, adotando em sala de aula, posição de invejável nível para que renasça a unidade entre estudantes, possibilitando uma melhor conscientização moral, ética e política. De parabéns os professores deste Brasil!.

Por Eliezer Andrade

5 de outubro de 2014 às 05:00h

A Família e seus desafios

Eliezer Andrade

Eliezer Andrade

A instituição “casamento” está em crise e as conseqüências desta crise, certamente, afetarão ainda mais do que já tem afetado e prejudicado a família. Pelo fato do casamento não está sendo visto como algo estabelecido por Deus, questões de insegurança e complicações tão logo surgem, a tendência é de se optar pela separação e divórcio. Em uma relação familiar saudável não deve existir ódio, rancor, mágoa, ressentimento e amargura, a fim de que haja estabilidade matrimonial e dessa união saudável, brotem filhos saudáveis e felizes.

Alguém pode pensar que já houve período da história bem mais fácil para criar e educar filhos, mas isso nunca aconteceu em época nenhuma, porque as pessoas nem sempre optaram por criar os filhos segundo os padrões de Deus. O que ocorre em nossos dias é que a sociedade é submetida sem limitação a padrões impostos pela cultura corrente e propalados pelos meios de comunicação social, onde se dita a melhor forma de viver quando, na verdade, não é. A sociedade atual é manipulada num mundo onde tudo é permitido até culminar com vícios destruidores e imorais e até o linguajar é degradante. A pressão social dissoluta tem atingido até as igrejas. Tudo isto e mais a ausência parental motivada pelos desejos de ser e ter, afeta cruelmente os desafios familiares.

O que nunca deixou de existir foi a tríade familiar constituída de pai, mãe e filhos que é a estrutura relacional base para a formação do ser humano, e esta é que está decaída. Aquele amor que deve ser demonstrado e experimentado em relacionamentos de maneira mais íntima no ambiente familiar, já não existe. O amor verdadeiro na família inclui respeito, honra, consideração e desejo de agradar para um perfeito ajustamento.

Para aqueles que freqüentam a igreja, seja ela qual for, acompanhados dos seus filhos com objetivos voltados para a obediência a Deus que possam trazer bons reflexos para a família, com certeza essas angústias e inquietações poderão ser amenizadas com melhor disciplina estabilizada no lar. Para que esta bonança aconteça nos lares, os pais têm que dar bom exemplo e serem solidários com os problemas dos filhos e ajudá-los na solução porque se assim não acontecer, o mundo cuidará deles conduzindo-os para o mau caminho.

Por Eliezer Andrade

30 de setembro de 2014 às 12:27h

Conferência de Aniversário da Igreja Batista Renovada de Gravatá

bastista renovada

9 anos de Obras Maiores

De 02 a 05 de outubro de 2014

‘Porque o Pai ama o Filho, e mostra-lhe tudo o que faz; e ele lhe mostrará obras maiores do que estas, para que vos maravilheis.’

Preletores:
Pr. Arthur Eneias – Paulista-PE
Pr. Renan Silva – Gravatá – PE

Ministrações:

Quinta (02/out)
O Deus das Obras Maiores

Sexta (03/out)
Obras Maiores na família

Sábado (04/out)
Paternidade, a maior Obra de Deus

Domingo (05/out)
O Espírito Santo e as Obras Maiores

Participações:
IBI – Natal
Com. Ser Livre – SP
Viva Voz
Rochia
Ronaldo Cavalcanti e banda

Informações: 81 9677-9730

Facebook: www.facebook.com/batistarenovadadegta